Nosso Amor: Killer & Britt (Killer, de Heather C. Leigh)


Sabe aquele livro que você não quer que ninguém mais leia? Que quer só para você? Como se ele fosse tão importante e tão impactante que não teria mais importância para ninguém? Pois bem, é isso que senti em cada momento que lia esse livro.




"Killer" se tornou tão importante que já faz mais de um mês que o li e também já reli mas não encontrei palavras para descrever tudo o que senti. E nada na sinopse prepara o leitor para o que está por vir.

Com uma narrativa em primeira pessoa e com dois pontos de vista, num primeiro momento do livro conhecemos Britton, uma adolescente de 17 anos que frequenta uma escola de elite e também conhecemos Keller, que é um cara que vive para a farra e seus interesses egoístas. Mas um acontecimento envolvendo Britton muda todo o futuro.

"Toda a minha existência é a porra de um desperdício de ar e de espaço." (Killer)

Esse começo foi um dos que mais gostei. Nunca tinha visto um início que me impactasse tanto e que fez a leitura tomar uma dimensão maravilhosa. Certamente não estava preparada para esse plot. Não, não , não e não!

"Você já olhou a morte nos olhos? Sentiu o frio gelado rastejando sobre sua pele até você prová-la? Não? Eu já, e às vezes eu acho que a morte seria preferível a viver com esse conhecimento. Felizmente, não me lembro." (Britt)

E é preciso que dez anos passem e os acontecimentos fiquem para trás para que eles se encontrem. E tipo, não é um reencontro porque oficialmente nenhum dos dois se conheciam antes, exceto a Britton, só que agora ela não lembra dele. E esse encontro é majestoso e perfeito. Os dois estão no momento certo e na hora certa para percorrer um caminho e finalmente deixar o passado ser passado. Encontrando paz e segurança nos braços um do outro.

"Sexo que ilumina o meu corpo e silencia minha mente." (Britt)

Mas o início da caminhada não é fácil. Keller mudou para uma pessoa mais forte, porém ainda sente o peso do que fez. E Britton ainda carrega marcas físicas e emocionais que lhe machucam, e tem a idiota da mãe dela para fazer tudo ainda mais triste e insuportável.

"Deixo-a falar, fingindo ouvir. Tanto faz. Ela está do meu lado esquerdo, então não posso ouvir noventa por cento do que ela diz." (Britt)

Essa leitura também me fez lembrar de um livro muito bom da Simone Elkeles chamado "Leaving Paradise", que é tão emocional como "Killer", as pequenas semelhanças entre eles me deixou chocada!

"Não poderia explicar como me sinto, mesmo que quisesse o que não quero. Como posso lhe dizer que seus olhos me deixam desconfortável, mas ao mesmo tempo a sua presença envia uma sensação de calor, de proteção direto ao meu coração?" (Britt)

Adorei Killer e Britt juntos, eles são bombásticos. Britt em nenhum momento é cheia de frescuras ou faz sua vida girar em torno dele, e para Killer é o mesmo. Cada um vive sua vida mesmo precisando trabalhar juntos. Cada vez que achava que a autora ia errar a mão com algo e começar o mimimi, tomava na cara por ter pensado errado. A autora soube focar no romance, na profissão de ambos e no passado nos momentos certos, dando ao leitor vestígios da história no momento certo. Esse livro tem cada reviravolta!

"Odeio me sentir impotente. Odeio saber o que Britt passou. Eu odeio que não posso vê-la, abraçá-la, dizer-lhe que estou aqui para ela, não importa para o quê seja. Se eu pudesse levar todos os seus demônios e adicioná-los aos meus, eu faria isso num piscar de olhos. Ninguém tão boa e doce como Britt deveria sofrer tanto." (Killer)

Acabei a leitura morrendo, meio sufocada e cheia de vontade de recomeçar. A cada capítulo mais sentia que a Britt sempre soube desde os 17 que o Keller era o cara para ela. Que os dois precisavam um do outro, e que mesmo que dez anos tivessem passado, agora isso é ainda mais forte e urgente. Já disse que ainda tô morrendo aqui?? Livro muito lindo!



Mas o livro não é perfeito, apesar de ter me deixado muito atormentada e super ligada. O fato da Britton não lembrar dele antes e nem que tinha uma paixonite por ele me incomodou; mas depois de reler fiquei pensando se uma paixonite ainda estaria nos meus pensamentos depois de passar por tantos momentos difíceis. Não sei, o caso da Britt era sério. Talvez lembrar de um cara nunca tenha sido o fator principal na história, e sim o que iria acontecer depois do reencontro. Outra coisa que me incomodou foi o Killer não ter mais nenhum amigo, principalmente o Logan, melhor amigo dele no começo do livro, ele simplesmente evaporou. Eu fiquei com a sensação de que a autora queria passar que a vida anterior deles tinha mudado tanto que não tinha mais espaço para o passado, e sim do que seriam dali em diante...

Não sei se consegui ser clara sobre como a leitura foi emocional, mas se pelo menos consegui fazer você ficar curioso já é alguma coisa. "Killer" é perfeito, acho que sempre vou querer ler esse livro.

Super recomendo!


1 comentários:

Lisa May disse...

Estou louca para ler este livro! adorei sua resenha! bis